Cientista do futuro!

Quem é o jovem brasileiro que publicou um artigo na “Science”, a mais influente revista científica?

Quando vai a uma balada, Ricardo Barroso Ferreira, de 21 anos, se diverte como pode. Dança, bebe, flerta, faz novas amizades. Mas nunca deixa de pensar naquilo que realmente o motiva: a química. Não aquela que pode surgir de um novo encontro, mas a que ele estuda com a aplicação de um cientista convicto. Filho de pai metalúrgico e mãe dona de casa, Ricardo adquiriu o gosto pela ciência durante o ensino fundamental. Incentivado pela família, conseguiu uma bolsa para fazer o 3º ano do ensino médio em um colégio particular. Era a chance para superar o atraso de uma vida inteira como aluno de escola pública. Passou dias e noites debruçado sobre os livros e foi aprovado no vestibular de química da Universidade de Campinas (Unicamp), aos 17 anos. Está no último semestre do curso e já traz no currículo um feito raro para um aluno de graduação: é coautor de um artigo publicado na Science, a principal revista científica do mundo. “Eu não conheço nenhum aluno brasileiro de química que tenha conseguido publicar na Science. Nem professores conseguem”, diz André Formiga, professor de Ricardo no Instituto de Química da Unicamp.

No ano passado, Ricardo participou de um grupo de pesquisa do Instituto de Nanossistemas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Ele foi selecionado por um programa de intercâmbio para bolsistas de iniciação científica mantido por uma fundação de amparo à pesquisa de São Paulo. Sob a orientação do cientista jordaniano Omar Yaghi, estudou durante três meses nos Estados Unidos um tipo de cristal sintético tridimensional capaz de armazenar grande quantidade de dióxido de carbono. A descoberta, publicada na Science em 12 de fevereiro, poderá levar ao desenvolvimento de tecnologias capazes de absorver o CO2 emitido por carros e fábricas, um dos principais causadores do aquecimento global.

O dia a dia de trabalho do jovem no exterior era semelhante à rotina de estudos no Brasil. De segunda-feira a sexta-feira, pesquisava das 9 da manhã às 7 da noite, com pausa só para o almoço. No começo, acompanhava os trabalhos do chinês Hexiang Deng, um aluno de doutorado com quem aprendeu as rotas de síntese dos cristais. Depois de trabalhar com Deng, fez pesquisa independente e desenvolveu parte dos experimentos que levaram ao artigo da Science. “No começo, os pesquisadores ficaram receosos”, afirma Ricardo. “Mas se impressionaram comigo. Até hoje sou convidado para voltar.”

Com um futuro promissor, Ricardo diz desejar seguir a carreira acadêmica e se tornar professor pesquisador de uma grande universidade. “Se você tem determinação e corre atrás do que deseja, o sucesso é só uma consequência.” Ele credita as conquistas que obteve até agora ao apoio que sempre recebeu dos pais: “Apesar de eu ser de uma família com poucos recursos, eles nunca deixaram de incentivar meus estudos”.

Via: G1

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